Cientista diz que o livro de Gênesis é “literal e totalmente científico”


Cientistas Adauto Lourenço e Marcos Eberlin. (Foto: Captura de tela/YouTube Programa Veja Só! Oficial)
Cientistas Adauto Lourenço e Marcos Eberlin. (Foto: Captura de tela/YouTube Programa Veja Só! Oficial)

Em entrevista ao “Programa Vejam Só!” da Rit TV, publicada na última terça-feira (12), o apresentador Zeca Pereira questionou os cientistas Marcos Eberlin e Adauto Lourenço sobre os relatos do livro de Gênesis. “São científicos ou não?”.

“Claro que sim”, respondeu o químico Eberlin, que também é coordenador do Discovery-Mackenzie — Núcleo de Pesquisa em Ciência, Fé e Sociedade. “A nossa fé é totalmente racional”, explicou.

Ele afirma que Gênesis é científico a partir do momento em que traz conhecimento sobre nossas origens, além de discorrer sobre sanitarismo, alimentação, nutrição, entre outros temas essenciais para a humanidade.

“Ele não é um livro de Ciências se você pensar nos livros científicos tradicionais”, disse ao enfatizar que estes livros se tornam desatualizados com o passar de algumas dezenas de anos. “Mas a Bíblia está aí há cerca de 3 mil anos e ainda é atual. Que livro de Ciências tem essa performance?”, questionou.

“James Webb está aí para revelar”

Desde o início, os cientistas sempre consideraram Deus como uma verdade absoluta e não como uma alucinação vinda da cabeça dos cristãos.

Eberlin explica que “a Ciência nasceu tendo Deus como seu autor e os achados científicos estão confirmando a existência desse Criador. James Webb está aí para revelar isso”, disparou ao citar as imagens descobertas através do novo telescópio da NASA.

Além disso, os cientistas concordam que a Terra seja jovem quando citam a questão dos genomas: “Eles nos mostram que estamos aqui há cerca de 6 mil anos”.

Entre outros temas, os cientistas falaram sobre a questão do Carbono 14: “São métodos de datação radiométricas que só funcionam a partir de alguns pressupostos, então não são 100% confiáveis”, esclareceu Eberlin.

Adauto concorda e acrescenta: “O carbono 14 mostra que o sistema é jovem e isso tem tudo a ver com a Bíblia”. Depois ele comenta o fato de algumas pessoas acharem esse pensamento “ridículo”.

“Mas a evidência aponta para quê? Como cientistas temos que ir pelas evidências e elas apontam que tanto o planeta, quanto a vida e o universo são recentes”, justificou Adauto.

“Bíblia e Ciência estão dizendo a mesma coisa”

Sendo Gênesis um livro científico, conforme afirma o cientista, como é feita a relação entre o Criacionismo e as recentes descobertas científicas?

Para dar início às explicações, Adauto Lourenço, que é mestre em Física Nuclear, conferencista e pesquisador internacional, aponta para a importância de entender que “a sabedoria encontrada na natureza criada transcende a sabedoria humana”.

Adauto, então, lembra dos primeiros versículos bíblicos, onde diz que “o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas”.

“Isso quer dizer que logo no início do Universo já havia moléculas de água. Em 2012, usando nossos telescópios, descobrimos que há 12,5 bilhões de anos-luz de distância da Terra, havia moléculas de água numa quantidade absurda”, relacionou.

“Isso mostra que a Bíblia e a Ciência estão falando a mesma coisa. O livro de Gênesis é espetacular por causa disso”, destacou ao dizer que “os achados estão se acumulando e os naturalistas estão ficando surpresos”.

Literalidade de Gênesis

Quer dizer que o livro de Gênesis é literal? Segundo os dois cientistas, a maioria dos cristãos estão cada vez mais convencidos dessa literalidade. Eberlin lembra ainda que até mesmo alguns teólogos duvidaram.

Os dois primeiros capítulos de Gênesis criaram um cenário para grandes polêmicas, como a Teoria do Gap ou do Hiato — uma crença que propõe um enorme espaço de tempo entre Gênesis 1.1 e 1.2.

Adauto desmonta essa teoria do intervalo classificando-a como desnecessária. “Se houvesse um longo intervalo, obviamente os seres vivos teriam passado pelo processo de morte, então a morte já estaria no mundo antes do pecado de Adão e isso não faria sentido”, explicou teologicamente.

Ele também apontou que esse “intervalo” entre um versículo e outro é só uma desculpa para encaixar a teoria da evolução na Bíblia.

Eberlin também lembra que Deus mostrou através da Palavra tudo o que fez e como fez. “Ele dá detalhes, mostra o tempo e os materiais que usou”, disse ao reforçar o aspecto científico disso.

“Sem Deus não vale a pena fazer Ciência”

“O fundamento maior da Ciência é a existência de Deus, sem Deus não vale a pena fazer Ciência”, disse Eberlin.

E como fica a questão das evidências de que Deus existe? É possível provar isso aos céticos? “Eu não posso provar que Deus criou o mundo, mas eu consigo provar que o mundo foi criado”, respondeu Adauto.

O problema, segundo Eberlin, é que “o naturalismo investe nos nossos jovens e crianças nas escolas e universidades, onde Darwin é absoluto e ponto final”.

O cientista alerta sobre a urgência de desconstruir o “castelo de areia” do darwinismo e mostrar que a teoria da evolução não faz sentido do ponto de vista científico.

“A academia fez um pacto com o naturalismo, com o darwinismo, em 1959, unindo o iluminismo e o positivismo, excluindo Deus de suas explicações. Eles querem explicar tudo com matéria, energia e espaço”, descreveu.

“Nós fomos feitos por um Designer Inteligente e não resta dúvidas. As evidências são cristalinas”, disse ao incluir os pais na responsabilidade de instruir seus filhos sobre essas verdades.

Fonte: Guia-me



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