Lula chama Bolsonaro de “fariseu” por repetir mentira de Marco Feliciano sobre esquerda fechar igrejas


Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL)
Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais para responder ao presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a fake news que diz que o petista vai fechar igrejas se for eleito.

Lula afirmou que o atual governante mente para os evangélicos e que é um “fariseu” que tenta manipular a fé dos religiosos.

“Bolsonaro mente para os evangélicos. Ele é um fariseu, tenta manipular a fé de homens e mulheres evangélicas que vão à igreja pela sua religiosidade”, escreveu Lula.

Segundo o candidato petista, Bolsonaro “conta mentiras todos os dias” e manda um recado ao adversário: “não haverá mentiras ou fake news que nos impeçam de mudar o Brasil”.

Para os evangélicos, fariseus são pessoas hipócritas, que seguem uma religião de maneira formal, mas fingem seguir os mandamentos religiosos.

A fala de Lula responde a uma publicação do presidente Bolsonaro em que ele volta a dizer, sem citar o adversário, que o petista pode fechar igrejas caso seja eleito.

“É preciso estar atento. A partir de hoje, mais do que nunca, os que amam o vermelho passarão a usar verde e a amarelo, os que perseguiram e defenderam fechar igrejas se julgarão grandes cristãos, os que apoiam e louvam ditaduras socialistas se dirão defensores da democracia”, escreveu Bolsonaro, candidato à reeleição, repetindo a fala do pastor e deputado federal Marco Feliciano.

Em entrevista à Rádio CBN no domingo (14), dia da Marcha para Jesus no Rio de Janeiro, Feliciano disse que há a propagação do discurso de “risco de perseguição, uma perseguição que pode culminar com o fechamento de igrejas”.

Ele reafirmou, em mensagem enviada à coluna da jornalista Mônica Bérgamo, da Folha de S. Paulo, que a comunidade evangélica tem “muito receio” de um eventual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e que o partido do ex-presidente é a “expressão viva do mal” no Brasil.

“Existem muitas formas de se fechar uma Igreja. Uma delas é calando os pastores ou obrigando religiosos a terem condutas anti bíblicas. A igreja fisicamente estará aberta, mas na prática estará fechada”, diz Feliciano.

Essa aposta da campanha bolsonarista é lida pelo PT como uma espécie de releitura do “kit gay”, fake news que prejudicou a campanha de Fernando Haddad (PT) em 2018. A sigla já anunciou que busca formas de ir à Justiça contra a propagação da desinformação.

O PT reagiu com a montagem de uma peça e um texto no site “Verdade na Rede”, criado pela campanha de Lula para rebater notícias falsas contra o ex-presidente.

“Lula é cristão, nunca fechou nem vai fechar igrejas”, diz o título do texto, que também destacou sanções na era Lula feitas em favor da comunidade evangélica.

“Já no primeiro ano de governo, ele sancionou a lei que permitiu que as igrejas e associações religiosas pudessem ter personalidade jurídica. Em 2009, instituiu o Dia Nacional da Marcha para Jesus e, em 2010, outra lei sancionada por Lula criou o Dia Nacional do Evangélico”.

Não foi a primeira vez que Lula usou o termo para se referir a Bolsonaro. Em junho deste ano, o ex-presidente disse que o atual mandatário é “mentiroso” e um “fariseu” que usa o nome de Deus em vão. A fala foi dada em evento da Rede Sustentabilidade no qual a legenda anunciou oficialmente o apoio à pré-candidatura do petista.

“Ele é um fariseu, que se utiliza da boa fé de milhões e milhões de brasileiros evangélicos e católicos que votaram nele também”, disse Lula na ocasião.

Folha Gospel com informações de UOL, Yahoo e Folha de S. Paulo



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