Religião digital torna a experiência de fé mais rica para os jovens, diz estudo


Culto on-line
Culto on-line

Para os millennials religiosos, geração dos nascidos após o início da década de 1980 e 1995, o envolvimento com os meios digitais tornou a experiência de fé mais rica para esse público, sugere um novo estudo.

Por outro lado, essa geração possui uma das mais baixas taxas de participação em atividades religiosas presenciais na América do Norte.

O estudo “Digital Religion US and Canadian Millennial Adults”, publicado pelo Review of Religious Research, explora as práticas religiosas entre as pessoas de idades entre 18 a 35 anos nos EUA e Canadá.

O relatório foi de autoria de Sarah Wilkins-Laflamme, professora de sociologia da Universidade de Waterloo. O estudo também se utiliza de dados da Pesquisa de Tendências do Milênio de 2019.

Os millennials são descritos como “nascidos e criados no final dos anos 1980, 1990 e início dos anos 2000”. Para fins este estudo, a idade foi limitada aos nascidos entre os anos de 1984 a 2001.

“Eles são os primeiros nativos verdadeiramente digitais da América do Norte, pois foram criados desde a infância com o mundo digital na ponta dos dedos”, disse a pesquisadora Wilkins-Laflamme.

O estudo “aponta como a mídia e os espaços digitais estão moldando e sendo moldados pela prática religiosa”. Por outro lado, Sarah também descobriu que a religião digital é praticada por uma minoria substancial, que pertence a essa geração milenar.

Aproximadamente 29% dos millennials canadenses relataram consumir conteúdo digital religioso pelo menos uma vez por mês. Nos EUA esse número foi de 41%, dos que disseram consumir o conteúdo pelo menos uma vez por mês.

“Mais e mais pessoas estão se voltando para a espiritualidade nos meios digitais, como grupos de bate-papo com pastores, sermões online e conteúdo religioso nas mídias sociais”, disse a socióloga.

“Descobrimos que embora a religião digital não esteja necessariamente atraindo muitos novos millennials para participar, está tornando a experiência dos já envolvidos mais rica”, continua.

Por outro lado, o estudo não captura como a pandemia da Covid-19 impactou o consumo de religião digital entre os millennials desde 2020. No entanto sugere que já havia uma maioria deles nos EUA e no Canadá já consumindo conteúdo digital religioso pelo menos uma vez por ano.

Segundo o estudo, a participação em cultos presenciais caíram entre os mais jovens. “A expansão da internet em nossas vidas fez com que uma proporção maior de millennials fosse entrando em contato regular com religião e espiritualidade online”, completa a pesquisadora.

A princípio, a maioria dos millennials dos EUA e do Canadá que se envolvem com a religião digital pelo menos uma vez por mês também fazem pelo menos uma atividade religiosa presencial pelo menos uma vez por mês.

Geração do Milênio

“Apenas 5% dos entrevistados adultos jovens (16% dos consumidores mensais ou mais frequentes de conteúdo digital) que fazem consumo mais frequente de conteúdo digital religioso não frequentam serviços religiosos pelo menos uma vez por mês”, disse Wilkins-Laflamme.

Cerca de 11% dos millennials no estudo relataram que consumiam conteúdo digital e frequentavam serviços religiosos mensalmente ou com mais frequência. No entanto, outros 6% disseram que consumiam conteúdo digital religioso sem igreja. Por outro lado, 10% relataram que faziam os três tipos de atividades pelo menos uma vez por mês.

“Ao todo, 25% dos entrevistados da geração do milênio participam de atividades religiosas menos convencionais, pelo menos uma vez por mês, e 11% incluíram um componente digital nessas atividades. Outros 25% associam essas atividades religiosas e espirituais menos convencionais como culto religioso, entre as quais quase todas incluem um componente digital”, observou o estudo.

Apenas 7% relataram participar do serviço religioso convencional pelo menos uma vez por mês sem outras atividades religiosas e espirituais digitais ou sem igreja.

“Vemos muita sobreposição entre o consumo de conteúdo religioso e espiritual digital e a participação em serviços religiosos entre os entrevistados. Dito isso, também é importante notar que há uma minoria significativa de millennials que parecem fazer a religião digital longe da religião organizada”. acrescentou o estudo.

Wilkins-Laflamme disse que embora a religião digital seja um fenômeno entre muitos millennials, não é a realidade para a maioria.

“Ainda está presente para uma minoria considerável da população adulta jovem”, disse ela. “E para muitos deles, a religião digital desempenha um importante papel complementar à prática presencial de sua fé”.

Liderança inovadora

Antes de mais nada, Chestly Lunday, especialista em liderança inovadora que ajudou igrejas e empresas a liderar na era digital, disse no mês passado que uma das maiores razões por trás de um declínio contínuo no número de membros da igreja tradicional é que a geração mais jovem e os cristãos inovadores migraram online enquanto adultos mais velhos não.

“O que estamos vendo agora é o êxodo da maioria tardia das igrejas tradicionais. Não estamos vendo o êxodo dos primeiros adeptos da tecnologia e da maioria inicial dos inovadores. Eles já se foram por um tempo”, disse Lunday.

“A Igreja do futuro é uma rede. E será baseada digitalmente. Não será baseada geograficamente. Será construída em relacionamentos e propósitos.”

Fonte: Comunhão com informações de The Christian Post

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