Repressão do governo da China nas gráficas pode causar escassez de Bíblias


Bíblia sobre a bandeira da China
Bíblia sobre a bandeira da China

Os rígidos regulamentos do Partido Comunista Chinês (PCC) sobre conteúdo religioso levaram à escassez de Bíblias em Hong Kong.

Os franciscanos que dirigem o instituto de pesquisa bíblica Studium Biblicum Franciscanum (SBF) em Hong Kong relatam que as gráficas na China estão desinteressadas em imprimir sua Bíblia católica devido à pequena quantidade de cópias vendidas.

Além disso, as gráficas temem que imprimir Bíblias sem a aprovação do governo possa causar problemas com as autoridades.

Exemplares disponíveis da Bíblia da SBF já foram vendidos para livrarias, aumentando assim a pressão para encontrar rapidamente uma editora.

De acordo com um membro da SBF, Frei Yeung, as gráficas de Hong Kong não possuem a tecnologia de encadernação de grampos usada para fazer Bíblias na China continental, tornando assim mais difícil encontrar uma gráfica.

Este incidente ocorre durante a repressão maciça do PCC contra religiões, incluindo o cristianismo. Recentemente, o governo declarou que os cristãos devem primeiro se registrar e obter aprovação do estado para postar conteúdo religioso online.

O objetivo desses tipos de regulamentos é controlar e alinhar a religião com a ideologia e os objetivos políticos do partido (um processo geralmente chamado de sinicização).

Apesar dos problemas entre a SBF e sua gráfica, outros grupos cristãos não foram afetados. O reverenciado Liao Jinyuan, diretor geral de Hong Kong do grupo protestante Sociedade Bíblica Mundial, informou que as gráficas ainda estão operando em Hong Kong e na Coréia do Sul.

Folha Gospel com informações de International Christian Concern



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